sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

DICA DE LEITURA DO DIA...

Já que hoje quero pensar sobre a escrita, e ainda abrirei mais minha torneirinha sobre o assunto, minha dica de leitura  vai para o romance A louca da casa de uma escritora espanhola que amo, Rosa Montero.

"La imaginación es la loca de la casa."
SANTA TERESA DE JESÚS

"Me he acostumbrado a ordenar los recuerdos de mi vida con un cómputo de novios y de libros. Las diversas parejas que he tenido y las obras que he publicado son los mojones que marcan mi memoria, convirtiendo el informe barullo del tiempo en algo organizado. “Ah, aquel viaje a Japón debió de ser en la época en la que estaba con J., poco después de escribir Te trataré como a una reina”, me digo, e inmediatamente las reminiscencias de aquel periodo, las desgastadas pizcas del pasado, parecen colocarse en su lugar."

O ato de escrever


Escribir es um descubrimiento diário a través de la palavra, y la palavra es lo más bello que se há creado, es lo más importante de todo lo que tenemos los seres humanos. La palavra es lo que nos salva.
Ana Maria Matute, escritora española

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

DICA DE LEITURA DO DIA...

Já que o tema é Monteiro Lobato, recomendo o seguinte livro sobre o querido autor paulista:
Um Jeca Nos Vernissages:Monteiro Lobato e o desejo da criação de uma arte
Autor: CHIARELLI, TADEU
Editora: EDUSP
Apesar de sua incontestável importância e influência na arte brasileira, o Modernismo, como todo grande acontecimento, cria em torno de si histórias e interpretações que beiram a mitificação. Chiarelli parte do polêmico episódio entre o então crítico de arte Monteiro Lobato e a jovem pintora Anita Malfatti, em 1917, fazendo uma pesquisa detalhada de reconstituição dos efervescentes anos que antecederam a Semana de 22 para rever algumas lendas, como a fama de mau crítico de Lobato, criadas pelos próprios participantes do movimento modernista e corroboradas por estudiosos do assunto durante as décadas seguintes.
A OBRA:
O AUTOR

AEILIJ se posiciona a respeito do caso Lobato

Em 1º/9/2010, o CNE divulgou o parecer CNE/CEB nº:15/2010, em relação à obra Caçadas de Pedrinho, que provocou imediatamente um debate por parte dos educadores e intelectuais ligados ao meio literário, sobretudo os pesquisadores da obra de Lobato e escritores de LIJ. Existe grande controvérsia em relação à interpretação do parecer, como se pode constatar pela quantidade de artigos e opiniões divergentes expressas principalmente através da internet. No entanto, a questão está posta no centro das atenções e não há como fugir a ela. De fato, o documento do CNE não propõe o banimento da obra de Lobato das escolas, mas atribui conotações racistas a determinadas expressões utilizadas no referido livro e exige da editora a inserção no texto de apresentação de uma nota explicativa sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura. O mesmo seria feito em relação a outras obras anteriormente selecionadas para o PNBE e que apresentassem situação semelhante.
Como é do nosso entendimento que a questão não se restringe unicamente ao livro ora focalizado, nós, da AEILIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil – gostaríamos de deixar claro que:
1.    Somos contra a proibição de quaisquer obras literárias, o que inclui os livros de Monteiro Lobato e os de qualquer outro escritor;
2.    Somos contra os exageros da imposição do comportamento "politicamente correto", que, embora não sendo fato recente, tem se exacerbado nos últimos anos;
3.    Somos contra a censura explícita ou velada e até sua forma internalizada que vem tomando corpo em vários segmentos da sociedade;
4.    Somos a favor de expressões artísticas (e não somente da literatura) livres e responsáveis.
Não nos opomos à inclusão, no livro literário, de prefácios ou fichas de leitura, mas defendemos que estes, quando existirem, sejam uma opção editorial e não uma imposição externa, como condição sine qua non para a adoção ou seleção de determinada obra. 
Como tudo na vida sempre tem um lado positivo, aproveitamos este ponto positivo no caso Lobato é que a celeuma em torno do referido parecer levantou uma discussão há muito necessária: a questão do politicamente correto ou (in)correto na LIJ. Para quem não sabe, “politicamente correto” é um conceito americano de controle da liberdade de expressão, para a qual  tem trazido imensos retrocessos. Hoje existe uma série de restrições, praticamente uma censura velada em relação à LIJ e nós, autores de texto e imagem, associados da AEILIJ, entendemos que qualquer obra literária se constrói a partir da liberdade de expressão artística.
Acreditamos que esse debate pode e deve levantar uma discussão por parte da sociedade e, sobretudo, das escolas e do MEC, em relação ao que deve ou não ser adotado nas escolas. A literatura precisa ser separada da escolarização, no que este aspecto vem aportando de pior. Escolarizar algo pode ser produtivo, mas, se quisermos de fato formar um país de leitores, como pretendia Lobato, precisamos urgentemente rever toda a relação que a comunidade escolar tem com os livros e com a literatura. Lobato e diversos outros autores não podem ser barrados nas escolas porque as pessoas não querem (ou não sabem como) discutir as questões mais profundas da vida. Diversos autores da LIJ brasileira sofrem este tipo de censura. Ou por parte das editoras, que muitas vezes ficam preocupadas com o que pode ou não ser dito em um livro, por receio da possível dificuldade de adoção, ou simplesmente por parte das escolas, que impedem que temas como folclore, sexualidade, morte, drogas e afins entrem em sala de aula, tudo porque são temas mais delicados que discutem a vida em sua essência. Mas nem sempre as pessoas querem discutir a vida ou muitas vezes nem possuem uma ideia formada sobre tais temas. Com frequência, livros maravilhosos e bem escritos são barrados na escola porque apresentam a vida como ela é, sem fingimentos.
Histórias em que, por exemplo, uma adolescente engravida numa noite em que se embriagou, muitas vezes não encontram espaço no debate escolar porque, alega-se, podem estar incentivando a gravidez precoce, mesmo que o livro vá exatamente na contramão, mostrando as graves consequências da situação. Livros que falam sobre morte ou mesmo suicídio também são recordistas no quesito “barrados no baile”, porque os mediadores de leitura não sabem muito bem como lidar com as dúvidas e os questionamentos dos leitores: crianças e jovens. Enfim, todas as questões que são nossas, as do Homem, acabam sendo vetadas ou mutiladas pela imensa fragilidade de que se sente acometida a sociedade quando deve discutir esses assuntos com seus jovens e suas crianças.
O que foi colocado em pauta nesses últimos dias, muito mais do que uma “recomendação negativa” ao livro Caçadas de Pedrinho, foi a liberdade do leitor em fazer escolhas e a possibilidade de refletir sobre o cotidiano da sociedade, com suas mazelas e idiossincrasias. Afinal, Shangrilá, por enquanto, só existe na ficção.
Por tudo isso, e pelo que ainda possa vir por aí, a AEILIJ tem como palavra de ordem: “Pela Democratização da LITERATURA no Brasil”.
Fonte: http://www.aeilij.org.br

sábado, 11 de dezembro de 2010

DICA DE LEITURA DO DIA...

Já que falamos sobre o tema PAI ao comentarmos o filme de Coppola, a dica de hoje vai para um dos mais belos livros que já li. Dizem que é para jovens e crianças, mas acho, sinceramente, que não. É para nós, adultos, mesmo! Por parte de pai já é um clássico, se observarmos alguns dos critérios listados por Calvino para assim definir certas obras literárias. Bartolomeu Campos de Queirós é um mestre inigualável. O que está esperando para correr em busca deste livro e saboreá-lo?

Projeto gráfico e capa:
Paulo Bernardo Vaz
Fotos de capa: Fotógrafos anônimos da região de Bom Despacho/MG
Modelos das fotos de capa:
Sr. Bernardo Vaz e D. Sinhá (c. 1905), sobrinhos (c. 1920) e o neto Vicente de Paula (1935)
Por parte de Pai
Bartolomeu Campos Queirós
RHJ
"Nunca recebi dez com louvor,
sempre sete com distinção." 
 
Fonte:
http://www.caleidoscopio.art.br/bartolomeuqueiros/index.htm

CINEMA DO PROFESSOR

Você que me lê e que é professor ou professora não pode perder um excelente programa para as manhãs de sábado. De 11h às 13h, ou no máximo, 13h30min, como hoje, sempre um bom filme grátis para a nossa classe.Faço desse cineminha matinal um compromisso com minha porção cinéfila e, além disso, sempre há algum encontro agradável com amigos e colegas de profissão. Cinema, realmente, é uma das maiores invenções. Muito já se falou sobre a magia da sala escura , e não irei repetir o já-falado, mas nada substitui uma boa sala escura de cinema, a imagem do telão que invade nossas retinas, a magia de ser transportado para dentro da narrativa. É um processo análogo ao da leitura, mas com imagens, aproximando-se muito do clima alucinógeno dos sonhos.

E o filme de hoje nos leva para esse ambiente de fantasia, loucura e delírio. É um bom filme: Tetro. Não é o melhor Coppola, mas é um Coppola. Temos ali um poderoso chefão e todos os ardis e neuroses familiares presentes em seus outros filmes. Talvez um pouco exagerados, o que faz o filme pecar; mas, mesmo assim, é uma experiência que recomendo.
Buenos Aires em P&B é genial. La Boca y El Caminito sem as cores berrantes que os caracterizam tornam-se ainda mais melodramáticos. O café Tortoni nos dá água na boca. A sujeira das ruas é nossa também. Mas os dichos en los muros são totalmente argentinos. Em qualquer cidade argentina, os muros estão repletos de belas frases, e a homenagem de Coppola a esse aspecto é bela e sensível.
Como é difícil matarmos o pai, mas é preciso; como também é preciso fazer dele sua Fênix e reavivá-lo com outra forma, outra feição e outro afeto. É disso que fala o filme e esse é sempre um tema instigante...

Deixo, então aqui, dois links. Um sobre o Escola no Cinema e outro sobre o filme. Aproveitem!
http://www.escolanocinema.com.br/
http://www.imdb.com/video/imdb/vi496828953/

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

DICA DE LEITURA DO DIA...

Este livro é uma delícia. O texto é da Flávia Côrtes e a ilustração e programação gráfica da Anielizabeth. O livro vai se abrindo e cada virada uma surpresa divertida! Um presente de Natal maravilhoso para a gurizada...

Esta aqui embaixo é a querida Anie...
Escrito pela competente Ieda de Oliveira e ilustrado pela Márcia Széliga, um livro indicado por esta que vos escreve. Se não encontrarem nas livrarias, procurem na página da Ed. Prumo!
E esta é a Márcia...